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Como todas as igrejas do Brasil, a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário de Rio Pomba, tem também a sua história e as suas tradições.

O historiador do Arcebispado e do Seminário de Mariana, Monsenhor Raimundo Trindade, sita em seu livro “Instituição de Igreja no Bispado de Mariana”, que “a Igreja do Rosário, na sede da Freguesia do Pomba, foi erigida por provisão de 21 de janeiro de 1823”.

A Câmara Municipal do Município da Pomba, em sua sessão de 6 de dezembro de 1832, designou o local que fica em frente à lateral direita da igreja, atualmente ocupado por casas residenciais, para cemitério público, com duzentos palmos em quadra.

O referido Cemitério foi mais tarde transferido para a irmandade de Nossa Senhora do Rosário.
As ruínas do mesmo ainda existiam no segundo quartel do século XX, quando os restos mortais das pessoas ali sepultadas foram trasladados para o Cemitério Municipal do Morro do Castelo.

Dentre as sepulturas ali então existentes, destacava-se, pelo seu estado de boa conservação, a do Padre Carlos José Pereira de Andrade, que ordenou-se a 25 de março de 1827 e era natural de Ouro Preto, onde viu-se envolvido na sedição militar ali deflagrada no ano de 1833.
O Padre Carlos vem mencionado em ata de sessão da Câmara Municipal de 19 de outubro de 1884, como pároco da Freguesia de São Manoel do Pomba.

Coube à citada Câmara Municipal, em sua sessão de 25 de novembro de 1833, um ano e três meses após a instalação da Vila e do Município, fazer a doação do terreno para a construção da antiga e primitiva Igreja do Rosário, cuja obra estava na sua fase final em princípios de 1836, razão pela qual a realização, naquele ano, da primeira procissão dos Passos na Vila, sendo o depósito feito na casa do alferes Francisco Teixeira de Siqueira.

Um fato ocorrido nas imediações da Igreja do Rosário, em 1840, se refere ao enforcamento de um escravo que era conhecido pelo vulgo de “Pai Inácio”.
Em sua edição de 2 de setembro de 1896 o periódico “O IMPARCIAL” relembrava o episódio e publicava:

“No alto do Morro do Rosário, pouco mais ou menos perto dos coqueiros que ali existem, à vista de numerosa multidão de povo foi enforcado Pai Inácio, escravo de Manuel Esteves da Silveira (Português), por ter o mesmo assassinado o feitor."

Felizmente, depois da execução desse condenado, nenhum outro subiu ao patíbulo nesta cidade, embora conhecêssemos armada uma forca atrás do Cemitério do Rosário, da qual a justiça não se serviu, porque o condenado Januário, que na mesma tinha de ser executado, morreu na cadeia em Ouro Preto.
O processo contra Pai Inácio data de 1840, encontrando-se o mesmo no Cartório do Tabelião Nicácio”.

A capela-mor da antiga Igreja do Rosário já se achava em ruínas em 1880, surgindo a necessidade da construção de uma outra nas imediações.
As imagens, inclusive da padroeira, foram transferidas para a Matriz de São Manoel e as obras da capela-mor da Igreja atual foram iniciadas a 5 de setembro de 1880, tendo como encarregado das mesmas Miguel de Araújo Líbero.

Aos 30 de setembro do ano seguinte (1881), foi benta a capela-mor da nova Igreja do Rosário, abrilhantando a solenidade a banda musical do Clube Guarani, sociedade recreativa então existente na cidade.

Três dias depois, a 2 de outubro do mesmo ano, celebrava-se na Matriz de São Manuel a festa de Nossa Senhora do Rosário, cuja imagem foi reconduzida em procissão para a capela-mor então construída.

O primeiro cadáver encomendado no templo agora enfocado nesta sua nova fase de existência foi o da jovem Maria de Jesus, aos 17 anos de outubro de 1881.

Dois dias depois, em virtude de forte vendaval, ruía a capela-mor da primitiva Igreja do Rosário.

A 5 de junho de 1885 chegavam a Rio Pomba, para a celebração das Santas Missões, os missionários lazaristas Padre Miguel Maria Sípolis e ao mesmo subordinados os Padre Máximo Belmore, Romão Galomet e Antônio Maria de Oliveira.

O Padre Miguel Maria Sípolis superior do Caraça no período de 1854 a 1857 e também depois disso, quando da reabertura do Colégio, ocasião em que foram fundadas as missões perpétuas.
Coube ainda ao Padre Sípolis a ereção do Cruzeiro do Rosário, em 5 de julho de 1885, na presença de milhares de católicos, na festa de despedida das atividades missionárias daquele ano em Rio Pomba.

O Cruzeiro do Rosário tornou-se dali por diante um complemento da igreja.

Posteriormente, em nome do progresso, que não se submete às tradições religiosas e históricas, houve por bem transferi-lo para uma grota escondida na zona rural, mais ou menos na linha divisória dos terrenos de Nelson Meroveu e Geraldo Basílio.

A Igreja do Rosário foi alvo, por duas vezes, de coriscos ou faíscas elétricas em dias de grandes tempestades que caíram sobre nossa cidade.

Na primeira vez (1881) foi atingido o corpo da capela-mor, onde ficaram visíveis as rachaduras nas pilastras internas da mesma.
A reconstrução da Capela de Nossa Senhora do Rosário foi iniciada no dia 20 de fevereiro de 1898, em cumprimento de um voto feito pelo Major João Cesário José da Silva.
Foi projetada pelo engenheiro da Câmara Municipal, Adolfo Gomes de Albuquerque e erguida pelo construtor de obras, João Cardoso Saraiva.

Na segunda vez (1922), a faísca elétrica atingiu em cheio a própria torre da igreja, que acabou desabando.
A igreja foi reconstruída em 1948, por iniciativa de Antonio Ferreira da Cunha, em subscrição pública.
Ao projeto original foi acrescido uma torre, de construção externa a fachada frontal.

Foi elevada à paróquia em 6 de julho de 1964 com o nome de Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário.
Nos anos 70, em nova reforma, a antiga fachada foi alinhada à parte frontal da torre, perdendo a igreja um pouco de sua beleza arquitetônica.

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Additional Photos by Roberto Mosqueira (Roberto_Babo) Silver Star Critiquer/Silver Note Writer [C: 15 W: 2 N: 46] (227)
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